Que emoção senti quando soube que estavas a caminho! Preenchestes minha vida com tua alegria,
teu sorriso, com tua vida!
Hoje quase completando 13 anos, cheio de ideias, de quereres e saberes! Admiro muito esta criança e meu amor é infinito! Com ele aprendi muitas coisas e sigo aprendendo, principalmente sobre mitologia, grega, romana etc... que é sua paixão nos livros. Inteligente, mas lhe falta aprender ser humilde ainda! Mas espero que isso aconteça!
Para você meu neto amado, minhas boas vibrações para que as forças do universo te guiem sempre no caminho dos valores que dignificam o espírito e a vida!
Agradeço a grande mãe, ao universo, que me deu três netos... Pelos quais deixarei meus genes. Por eles vou dar continuidade a vida...
Osairam
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
terça-feira, 7 de maio de 2013
Pensei que posso deixar registrado algumas lembranças e impressões minhas ao longo de minha ainda curta vida. Quero que minha prole (filha, netos, netas, e quizas bisnetos e bisnetas) saibam como foi a vó Soc, o que pensava, o que gostava ou não, como sentiu a vida, pois apesar de contar-lhes oralmente, muitos detalhes passam...
Começarei sobre infancia - quinta filha de uma série de 11, a terceira mulher consecutiva, nasci na roça, numa casinha de enchimento sem reboco, construida e reformada por meu pai de tempos em tempo (hoje se diria uma bioconstrução, pois todo o material usado era adquerido no terreno, com excessão das telhas, compradas na olaria na cidade). Comunidade de Benjamim Constant ou Vila Tijoca, a 3km da sede do povoado, no sentido sul (estrada do Sul). Minha lembrança da casa é: um terreiro na frente de areia branca, que dava continuidade a uma área com capim baixinho, um cercado onde prendia animais (depois deixou de existir) feito de jarana (madeira resistente) onde minha mãe estendia roupas (não havia varal como atualmente e as roupas eram estenditas em cercas ou ramas de árvores ou ainda varas compridas dispostas horizontalmente e suspensas por forquilhas nas extremidades. Atrás também um cercado onde se prendiam as aves de criação - patos, galhinhas, perus, à noite para que não fossem devoradas por rapozas. Ai tinham árvores de cuieiras e goiabeiras (vou tentar fazer um desenho). As árvores eram serem que serviam a tudo: casinhas, apanhar frutas, se esconder ou simplismente se deliciar com a visão panoramica em seus galhos. Havia uma cuieira baixa, bem esgalhadas que era nossa casa de brinquedo e cada uma ficava num galho que correspondia ao seu comodo. Bananeiras cortadas para se tirar os cachos enormes, aproveitavamos as folhas para cobrir casinhas, o pseudo caule (bracteas) para fazer objetos de decoração, utencilios domesticos, sandálias tudo parte de nossas brincadeiras infantis.
Escola era na vila - Escola Isolada da Vila Tijoca, mantida pelo municipio (suponho) onde o ensino ia atá a 4° serie. O caminho pra a escola era uma aventura a parte: fantasias, frutas silvestres, igarapé - Rio Tijoca (com direito a ponte de paus roliços para atravessar). Época das chuvas era uma temeridade e sempre muitas recomendações de minha mãe. Um belo dia, quando o rio estava muito cheio com água quase passando por cima da ponte, escorreguei e por sorte não fui levada pela correnteza. Minhas irmãs maiores, Oneide e Manoela me agarraram e evitaram a tragédia. Mas meu material escolar foi todo embora, assim como um guarda chuva novinho que papai tinha acabado de comprar... e o medo de chegar em casa e ainda levar uma surra!!! Felizmente meus pais foram compreensivos nessa ocasião e não apelaram para o corretivo costumeiro.
A escola era um grande salão apenas onde a turma era separada por classe (alfabetização, 1°, 2°, 3° e 4° series) com uma única professora (não a chamavamos de tia).
Infancia feliz, eu diria, apesar de momentos de profunda tristesa e sofrimento quando levava uma surra as quais tenho lembranças dolorosas até hoje. Banhos de igarapé, comer fruta no pé, assisitir a brincadeira de boi de vez em quando, montar a cavalo, despescar os matapi com gostosas trairas, mesmo quando ajudava na roça não deixava de ser um divertimento. Comer beiju, mingau de arroz novo com jerimum, arroz doce, mandicoeira, vinho de buriti com peixe assado, aos domingo comer galinha ou pato (caipira), farofa de ovo frito na banha (heresia hoje em dia).
Começarei sobre infancia - quinta filha de uma série de 11, a terceira mulher consecutiva, nasci na roça, numa casinha de enchimento sem reboco, construida e reformada por meu pai de tempos em tempo (hoje se diria uma bioconstrução, pois todo o material usado era adquerido no terreno, com excessão das telhas, compradas na olaria na cidade). Comunidade de Benjamim Constant ou Vila Tijoca, a 3km da sede do povoado, no sentido sul (estrada do Sul). Minha lembrança da casa é: um terreiro na frente de areia branca, que dava continuidade a uma área com capim baixinho, um cercado onde prendia animais (depois deixou de existir) feito de jarana (madeira resistente) onde minha mãe estendia roupas (não havia varal como atualmente e as roupas eram estenditas em cercas ou ramas de árvores ou ainda varas compridas dispostas horizontalmente e suspensas por forquilhas nas extremidades. Atrás também um cercado onde se prendiam as aves de criação - patos, galhinhas, perus, à noite para que não fossem devoradas por rapozas. Ai tinham árvores de cuieiras e goiabeiras (vou tentar fazer um desenho). As árvores eram serem que serviam a tudo: casinhas, apanhar frutas, se esconder ou simplismente se deliciar com a visão panoramica em seus galhos. Havia uma cuieira baixa, bem esgalhadas que era nossa casa de brinquedo e cada uma ficava num galho que correspondia ao seu comodo. Bananeiras cortadas para se tirar os cachos enormes, aproveitavamos as folhas para cobrir casinhas, o pseudo caule (bracteas) para fazer objetos de decoração, utencilios domesticos, sandálias tudo parte de nossas brincadeiras infantis.
Escola era na vila - Escola Isolada da Vila Tijoca, mantida pelo municipio (suponho) onde o ensino ia atá a 4° serie. O caminho pra a escola era uma aventura a parte: fantasias, frutas silvestres, igarapé - Rio Tijoca (com direito a ponte de paus roliços para atravessar). Época das chuvas era uma temeridade e sempre muitas recomendações de minha mãe. Um belo dia, quando o rio estava muito cheio com água quase passando por cima da ponte, escorreguei e por sorte não fui levada pela correnteza. Minhas irmãs maiores, Oneide e Manoela me agarraram e evitaram a tragédia. Mas meu material escolar foi todo embora, assim como um guarda chuva novinho que papai tinha acabado de comprar... e o medo de chegar em casa e ainda levar uma surra!!! Felizmente meus pais foram compreensivos nessa ocasião e não apelaram para o corretivo costumeiro.
A escola era um grande salão apenas onde a turma era separada por classe (alfabetização, 1°, 2°, 3° e 4° series) com uma única professora (não a chamavamos de tia).
Infancia feliz, eu diria, apesar de momentos de profunda tristesa e sofrimento quando levava uma surra as quais tenho lembranças dolorosas até hoje. Banhos de igarapé, comer fruta no pé, assisitir a brincadeira de boi de vez em quando, montar a cavalo, despescar os matapi com gostosas trairas, mesmo quando ajudava na roça não deixava de ser um divertimento. Comer beiju, mingau de arroz novo com jerimum, arroz doce, mandicoeira, vinho de buriti com peixe assado, aos domingo comer galinha ou pato (caipira), farofa de ovo frito na banha (heresia hoje em dia).
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Bom Dia!
Estou nascendo como Blogueira... para testar se isso pode ajudar minha vida em alguma coisa. Se não, desisto e vou "catar coquinho".
Voto Jorge Panzera 6565. Menino do bem, cheio de sonhos, daqueles mais lindos e humanitários! Humilde, digno, generoso são algumas de suas qualidades! Vale a pena!
Voto Jorge Panzera 6565. Menino do bem, cheio de sonhos, daqueles mais lindos e humanitários! Humilde, digno, generoso são algumas de suas qualidades! Vale a pena!
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